NUTRIÇÃO
Em Diálise Peritoneal
Quais os cuidados nutricionais necessários em Diálise Peritoneal?
Existem alguns aspectos específicos sobre a alimentação neste tratamento que devem ser levados em consideração:
Energia
A quantidade de calorias que o paciente precisa consumir deve ser compatível com seu tamanho, atividade física e sexo, a fim de manter o peso mais próximo do ideal, evitando perdas desnecessárias.
Consumo de Proteínas
Para que o estado nutricional dos pacientes em diálise peritoneal seja preservado, é necessária a reposição de proteínas através da alimentação, as quais são perdidas com a drenagem do líquido de diálise. Ou seja, diferentemente do tratamento conservador, na diálise peritoneal o paciente precisa consumir um volume maior de alimentos proteicos. Em casos de infecção, este consumo deve ser ainda maior.
Potássio, Fósforo e outros Minerais
Outras restrições, como de potássio e fósforo na dieta, devem ser realizadas quando necessário.
Líquidos
Durante este tratamento, o controle do consumo de líquidos é fundamental e deve ser feito de forma individualizada, levando em consideração o volume de urina de cada paciente, entre outros aspectos.
Neste estágio, a capacidade dos rins de eliminar o excesso de líquidos está significativamente reduzida ou até mesmo ausente. Por isso, o consumo excessivo de líquidos pode levar à sua retenção no organismo, aumentando a sobrecarga sobre o coração e o risco de complicações associadas a isso, especialmente quando esse excesso é mantido ao longo do tempo.
Sódio
O consumo de sal pode prejudicar o controle da pressão assim como promover maior sede e consumo excessivo de líquidos. Portanto, controle o consumo de sal adicionado aos alimentos e reduza o consumo de produtos industrializados em geral.
Carboidratos e Açúcares Simples
Diferentemente da hemodiálise, o líquido que é infundido na cavidade abdominal do paciente através do cateter de diálise peritoneal é rico em glicose (açúcar). Esta solução permanece no paciente por algumas horas sendo absorvida pelo organismo. Sendo assim, evite consumir açúcares simples (doces em geral) ou mesmo alimentos fontes de carboidratos simples em excesso (tais como pães, biscoitos, massas) e siga corretamente às recomendações do seu nutricionista, evitando complicações decorrentes do tratamento.
Entender os hábitos alimentares e as preferências de cada paciente é fundamental para evitarmos restrições desnecessárias e difíceis de serem seguidas. As modificações para uma dieta mais saudável devem ser duradouras, portanto, estas mudanças devem ser possíveis e adaptadas a cada realidade.